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Terremoto no Panamá: entenda o que significa a magnitude 7,7

Terremoto de magnitude 7,7 atinge o Panamá O forte terremoto de magnitude 7,7 que atingiu o sul do Panamá nesta sexta-feira (9) foi sentido em diversas regiões do país, incluindo a capital, e levou à emissão de alertas de tsunami para países de toda a costa do Pacífico. O tremor ocorreu a apenas 12 quilômetros de profundidade, uma característica que costuma aumentar a intensidade dos abalos sentid

Por Redação Publicado em 9 de outubro de 2026 às 15:49 6 min de leitura

Conteúdo de G1 — ler no site de origem

Terremoto no Panamá: entenda o que significa a magnitude 7,7
Publicado originalmente por [fonte]

Terremoto de magnitude 7,7 atinge o Panamá

O forte terremoto de magnitude 7,7 que atingiu o sul do Panamá nesta sexta-feira (9) foi sentido em diversas regiões do país, incluindo a capital, e levou à emissão de alertas de tsunami para países de toda a costa do Pacífico. O tremor ocorreu a apenas 12 quilômetros de profundidade, uma característica que costuma aumentar a intensidade dos abalos sentidos na superfície.

Inicialmente, o terremoto chegou a ser registrado com magnitude 8,0, mas o valor foi revisado posteriormente pelos especialistas para 7,7 após a análise de novos dados coletados por estações sismológicas. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp

O episódio reacendeu uma dúvida comum sempre que um grande tremor ocorre em alguma parte do mundo: afinal, o que significa um terremoto dessa magnitude na prática?

Em linhas gerais, um terremoto na faixa de 7,0 a 7,9 é considerado de grande porte e tem potencial para provocar danos graves, incluindo o desabamento de edificações, danos à infraestrutura e destruição em áreas habitadas. Terremoto de magnitude 7,6 atinge o Panamá

Reprodução

Mas a magnitude, sozinha, não conta toda a história. A profundidade do tremor, a distância do epicentro até cidades e o tipo de solo da região estão entre os fatores que ajudam a determinar o tamanho real dos impactos.

👉 Um exemplo de país acostumado a conviver com esse tipo de fenômeno é o Japão. Localizado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma região marcada pelo encontro de placas tectônicas e intensa atividade geológica, o país registra tremores constantemente e concentra cerca de 20% dos terremotos de magnitude igual ou superior a 6 registrados no planeta.

O que é um terremoto?

Os terremotos acontecem quando há uma liberação repentina de energia acumulada na crosta terrestre. Na maioria dos casos, isso ocorre devido ao movimento das placas tectônicas, enormes blocos rochosos que formam a superfície do planeta.

Quando essas placas se movimentam, acumulam tensão ao longo do tempo. Quando a resistência das rochas é superada, ocorre uma ruptura que libera uma grande quantidade de energia em forma de ondas sísmicas. São essas ondas que provocam os tremores sentidos pelas pessoas.

O que significa a magnitude?

A magnitude mede a quantidade de energia liberada pelo terremoto em sua origem.

Em outras palavras, ela indica o tamanho do evento sísmico. Quanto maior a magnitude, maior a energia liberada.

Para se ter uma ideia da escala, o maior terremoto já registrado instrumentalmente ocorreu no Chile, em 1960, e atingiu magnitude 9,5.

Segundo a Michigan Technological University, os efeitos normalmente associados a cada faixa de magnitude são:

Até 2,5: normalmente não é percebido pelas pessoas, mas pode ser detectado pelos sismógrafos.

De 2,5 a 5,4: costuma ser sentido, mas geralmente provoca poucos danos.

De 5,5 a 6,0: pode causar danos moderados em edifícios e estruturas.

De 6,1 a 6,9: tende a provocar danos significativos em áreas densamente povoadas.

De 7,0 a 7,9: é considerado um grande terremoto, com potencial para destruição séria e colapso de construções.

De 8,0 ou mais: pode causar devastação extensa e destruir comunidades inteiras próximas ao epicentro.

Por que a magnitude às vezes é revisada?

Uma cena comum em grandes terremotos é a divulgação de diferentes números nas primeiras horas após o evento.

Foi o que aconteceu no caso do Panamá. O tremor foi inicialmente reportado com magnitude 8,0, mas depois teve o valor revisado para 7,7.

Isso acontece porque as primeiras medições são feitas com base em informações preliminares. Conforme mais estações sísmicas enviam dados e os cientistas analisam novos registros, os cálculos se tornam mais precisos.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), um terremoto possui apenas uma magnitude, mas a estimativa inicial pode ser refinada até que o valor definitivo seja estabelecido.

A escala Richter ainda é usada?

A chamada escala Richter ficou famosa ao longo do século 20 e ainda é amplamente mencionada no noticiário. No entanto, para grandes terremotos, os especialistas utilizam atualmente métodos mais modernos, como a escala de Magnitude de Momento (Mw).

A mudança ocorreu porque os novos sistemas conseguem medir com mais precisão terremotos muito fortes, especialmente aqueles acima de magnitude 7.

Mesmo assim, a expressão "escala Richter" continua bastante conhecida pelo público e segue sendo frequentemente utilizada em reportagens e conversas do dia a dia.

Como os terremotos são medidos?

Os terremotos são monitorados por equipamentos chamados sismógrafos.

Esses aparelhos registram informações como:

horário do tremor;

localização do epicentro;

profundidade;

magnitude.

Cada sismógrafo mede as vibrações do solo no local onde está instalado. Graças às modernas redes internacionais de monitoramento, porém, os cientistas conseguem detectar e analisar terremotos ocorridos a milhares de quilômetros de distância.

Magnitude e intensidade não são a mesma coisa

Embora os termos apareçam frequentemente juntos, magnitude e intensidade representam conceitos diferentes.

A magnitude é única para cada terremoto e indica a energia liberada na origem do fenômeno.

Já a intensidade descreve os efeitos observados em cada local atingido pelo tremor.

Por isso, duas cidades podem sentir o mesmo terremoto de maneiras completamente diferentes. Uma região próxima ao epicentro tende a registrar tremores mais fortes do que outra localizada a centenas de quilômetros de distância.

Além disso, fatores como o tipo de solo, a profundidade do terremoto, o relevo e até a direção da ruptura geológica podem amplificar ou reduzir os efeitos sentidos pela população.

Foi justamente essa combinação de fatores que chamou a atenção dos especialistas no terremoto do Panamá. Além da magnitude elevada, o tremor ocorreu a apenas 12 quilômetros de profundidade, sendo considerado relativamente raso. Em geral, terremotos rasos transferem mais energia para a superfície e costumam provocar abalos mais intensos do que eventos semelhantes registrados em grandes profundidades.

Mesmo assim, o tamanho dos danos depende de diversos fatores e não pode ser determinado apenas pela magnitude. Um terremoto muito forte em uma região pouco povoada pode causar consequências limitadas, enquanto um tremor menor próximo a grandes centros urbanos pode resultar em prejuízos significativos. O que os especialistas sabem é que eventos na faixa de 7,7, como o registrado no Panamá, estão entre os maiores terremotos registrados no mundo a cada ano e possuem potencial para causar destruição severa nas áreas mais próximas ao epicentro.

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