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Candidatos ao governo de PE discutem propostas e trocam acusações no último debate antes do 1º turno das eleições 2026

Último debate na TV antes do 1º turno das eleições reúne os candidatos João Campos (PSB), Ivan Moraes (PSOL) e Raquel Lyra (PSD) Cristopher Moraes/TV Globo Os candidatos Ivan Moraes (PSOL), João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), que disputam o governo de Pernambuco, participaram do último debate antes do 1º turno das eleições de 2026, realizado nesta quinta-feira (1º). Na ocasião, eles discutiram

Por Redação Publicado em 1 de outubro de 2026 às 12:19 8 min de leitura

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Candidatos ao governo de PE discutem propostas e trocam acusações no último debate antes do 1º turno das eleições 2026
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Último debate na TV antes do 1º turno das eleições reúne os candidatos João Campos (PSB), Ivan Moraes (PSOL) e Raquel Lyra (PSD)

Cristopher Moraes/TV Globo

Os candidatos Ivan Moraes (PSOL), João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), que disputam o governo de Pernambuco, participaram do último debate antes do 1º turno das eleições de 2026, realizado nesta quinta-feira (1º). Na ocasião, eles discutiram propostas sobre áreas como saúde e educação, além de trocar acusações entre si (veja o que foi discutido em cada bloco mais abaixo).

O debate da TV Jornal começou às 10h45 e foi promovido pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, no estúdio da emissora, no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife. Participaram os postulantes de partidos com representação no Congresso Nacional.

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O programa foi dividido em quatro blocos e, ao fim, os candidatos fizeram suas considerações finais.

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Primeiro bloco

O primeiro bloco foi dedicado à apresentação dos candidatos, que deviam responder por que gostariam de governar Pernambuco, e a duas rodadas de perguntas com temas livres.

João Campos foi o primeiro a se apresentar e focou nas ações que realizou nos cinco anos e três meses em que foi prefeito do Recife, como a construção do Hospital da Criança. O candidato também afirmou que, se for eleito governador, se empenhará em dobrar o número de delegacias no estado e no combate ao crime organizado.

Na sequência, Ivan Moraes se apresentou como um candidato comum, que não veio de uma família da política, e citou propostas como o Plano Estadual da Cannabis, o Programa Lixo Zero e a tarifa zero para o transporte público.

Por fim, Raquel Lyra dedicou seu discursos às mulheres de Pernambuco. Como primeira governadora do estado e candidata à reeleição, Raquel também disse que suas propostas não são promessas, pois já estão sendo executadas, como a requalificação de estradas e a manutenção dos hospitais do estado. Na rodada de perguntas do primeiro bloco, Ivan começou perguntando à Raquel quais as diferenças de ter sido prefeita de Caruaru durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e governadora enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) governava, e que “a gratidão ao presidente Lula é indiscutível”.

A candidata afirmou que governa pelos pernambucanos, e, por isso, mantém uma relação institucional consolidada com o presidente Lula. Segundo Raquel Lyra, o governo federal apoiou projetos de habitação e mobilidade em Pernambuco. Na réplica, o candidato do PSOL defendeu que “governar com Lula é muito bom”, e afirmou que a atual governadora não dá a devida importância à eleição nacional deste ano. Raquel depois questionou João Campos sobre a investigação da Polícia Federal sobre possíveis repasses mensais de R$ 100 mil do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao candidato a vice-governadoria, Carlos Costa (Republicanos).

Campos disse que a empresa gerida por Carlos trabalha para Federação Brasileira de Bancos (Febraban) desde 2019, e que a presta serviços lícitos a diversos bancos. O candidato também mencionou a auditoria federal do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS), que investiga a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, localizada em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, gerida pelo marido da atual vice-governadora, Priscila Krause (PSD). Raquel explicou que a investigação ao hospital foi anulada pelo Ministério da Saúde e que a auditoria não detectou fraudes na unidade.

Em seguida, João Campos perguntou a Ivan Moraes sobre o combate às facções criminosas no estado. O candidato do PSOL afirmou que, para enfrentar essa questão, é preciso combater a corrupção, localizar o dinheiro do crime organizado e identificar os representantes dos grupos criminosos. Para alcançar esses objetivos, Ivan busca valorizar as Polícias Civil e Militar e aumentar o valor da diária dos trabalhadores da corporação.

Na réplica, o candidato do PSB prometeu reajustar o valor do Programa de Jornada Extra da Segurança (PJES) e aumentar anualmente o salário dos agentes de segurança de Pernambuco. Em resposta, Ivan prometeu implantar discussões sobre gênero nas escolas, combatendo comportamentos violentos desde a infância.

Segundo bloco

Esse bloco teve temas sorteados pela mediadora do debate, sendo educação o primeiro deles. João Campos questionou Raquel porque Pernambuco teve uma redução no ensino integral, na escola técnica e também foi ultrapassado pelo Piauí no numero de alunos no ensino médio. Disse que expandiu as vagas e criou o Juntos Pela Educação. Está construindo 250 creches, e foram entregues 25. Vai entregar 30 escolas técnicas, e 15 já estão em construção. Lembrou do reforço na frota de ônibus. Fez o Pix do Tênis e fardamento escolar sendo produzido pelo polo. Quer chegar a 100% das crianças.

João disse que a acusação dela não é verdade, porque a educação no Recife é melhor que a educação estadual. Lembrou casos de escolas com problemas estruturais e questionou o prazo curto para construção de novas unidades de ensino. Raquel disse que colocou ar-condicionado em 600 escolas e vai colocar em todas, também disse que vai colocar psicólogos em todas as escolas. Disse que vai reformar as escolas, que as obras já estão em andamento.

Raquel pontuou as questões das enchentes no Recife e qual seria as propostas dela para melhorias nesse quesito no estado. Ivan Moraes disse que durante sua fiscalização de obras do Recife, enquanto vereador, o planejamento e planos de contenção foram "uma tragédia", pois deram prioridade a obras que não foram realizadas.

O candidato do PSOL falou sobre as questões climáticas, que interferem diretamente nos eventos de enchentes em Pernambuco. Lembrou sobre a construção da Escola de Sargentos dentro da APA Aldeia/Beberibe, que vai suprimir área de mata e deu alternativa de construção em Araçoiaba, conforme orientação de ambientalistas.

Raquel Lyra disse que estudos foram feitos para ter menos efeitos e menos árvores serem removidas na construção da escola. Falou da construção de barragens, já em andamento no seu mandato, que vai conter enchentes e garantir água para regiões do estado.

Ivan perguntou a João Campos qual será sua política para implantar o uso medicinal da canabis. João disse que a política de canabis medicinal está em andamento no Brasil. Ele disse que, como governador, manterá "respeito" e diálogo aberto para o tema.

Aproveitou seus dois minutos de resposta para falar suas promessas na área de saúde, como construção de hospitais, Centros TEA, levar tratamento especializados para Serra Talhada (câncer). Disse que vai fazer manutenção dos hospitais atuais, digitalizar os serviços de saúde e expandir a rede.

Ivan, em sua réplica, disse que não vai alterar leis em relação a canabis, mas vai adaptá-las para a realidade de Pernambuco para garantir emprego e renda. Acusou João de não responder sobre o tema e fez uma nova pergunta sobre saúde, sobre viabilidade da construção de novas unidades de saúde.

João disse que tem dinheiro para construir hospital, segundo as diretrizes do Ministério da Saúde, mas que faltou "prioridade" na gestão. De acordo com o candidato do PSB, o Trem da Refinaria que vai começar a funcionar e custear obras planejadas para seu governo.

Terceiro bloco

O terceiro bloco teve novamente duas rodadas de perguntas com temas livres. João Campos começou perguntando à Raquel Lyra sobre o contrato de concessão da Compesa, que, segundo ele, define um aumento na tarifa de água e descontos de 5% nas contas dos pernambucanos.

A candidata explicou que, para garantir o abastecimento de água em Pernambuco, o governo precisava de R$ 30 bilhões, e, por isso, assinou a concessão parcial dos serviços da empresa. De acordo com Raquel, o contrato prevê um reajuste anual nas tarifas de água da população, correspondente à inflação, e que essa é uma ação já prevista em contas de luz, por exemplo.

Em resposta, Campos citou a proposta “sem água, sem conta”, em que os pernambucanos que não recebem água nas suas casas não precisarão pagar as tarifas de abastecimento.

Raquel questionou depois à Ivan se ele concorda que a água deve ser “um direito, e não um favor”. O candidato do PSOL criticou a concessão da Compesa, e afirmou que a BRK, uma das empresas responsáveis pela distribuição de água no estado, já deixou de garantir serviços de saneamento básico a municípios do Grande Recife, quando foi contratada por gestões estaduais anteriores. Na sequência, Ivan Moraes pediu que João Campos explicasse o pretende fazer para combater a desinformação. Em resposta, o pessebista disse que foi alvo de um “gabinete do ódio”, e que, atualmente, Pernambuco só tem uma delegacia para crimes cibernéticos. Campos prometeu criar um departamento dedicado a investigar delitos desse tipo.

Na réplica, Moraes disse que vai fortalecer a mídia pública do estado e liberar editais para jornalistas independentes.

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